top of page

As datas que mais vendem no final do ano e como aproveitá-las

  • Foto do escritor: Douglas Sanguin
    Douglas Sanguin
  • 17 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Conheça as principais datas que mais vendem no final do ano — Black Friday, Natal, Ano Novo e férias de janeiro — e descubra estratégias práticas para transformar cada uma em oportunidades reais de faturamento.



Enquanto a Black Friday é movida por urgência, o Natal é carregado de emoção
Enquanto a Black Friday é movida por urgência, o Natal é carregado de emoção

Cada data é uma janela de oportunidade


Quando falamos em consumo, o final do ano não é um bloco homogêneo. Ele é formado por várias datas específicas, cada uma com sua lógica de compra, gatilhos emocionais e comportamentais. Saber identificar as datas que mais vendem no final do ano é essencial para planejar campanhas eficientes, porque cada momento exige uma narrativa e uma estratégia diferentes.


Enquanto a Black Friday é movida por urgência, o Natal é carregado de emoção, o Ano Novo desperta o desejo de renovação e janeiro é a ponte entre a liquidação e a fidelização. Entender essa dinâmica é o que diferencia empresas que só “surfam a onda” daquelas que transformam sazonalidade em crescimento sustentável.



Novembro: Black Friday e Cyber Monday


A primeira grande virada acontece em novembro, quando o varejo brasileiro abraça a cultura da Black Friday. Só em 2023, a data movimentou mais de R$ 7,1 bilhões em vendas online (NielsenIQ), consolidando-se como um marco anual para o e-commerce e, cada vez mais, para as lojas físicas.


O segredo da Black Friday não está apenas no desconto, mas na forma como a urgência é trabalhada. Anúncios com contadores regressivos, ofertas relâmpago e benefícios exclusivos para clientes fidelizados são recursos que funcionam porque dialogam com o estado de alerta do consumidor.


A Cyber Monday, embora menor em volume, cresce especialmente em categorias como eletrônicos e tecnologia. Para e-commerces, representa a chance de escoar estoque e manter o consumidor engajado após o “boom” da sexta-feira.


ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA NOVEMBRO:

  • Criar uma “semana Black Friday” para diluir o tráfego e evitar gargalos.

  • Trabalhar listas VIP com acesso antecipado a ofertas.

  • Destacar diferenciais além do preço (frete rápido, combos exclusivos, garantia estendida).



Dezembro: Natal e Ano Novo


Se novembro é sobre urgência, dezembro é sobre emoção. O Natal continua sendo o maior pico de vendas do ano, com movimentação estimada em R$ 66 bilhões no comércio em 2023 (Confederação Nacional do Comércio). Aqui, o ato de comprar está diretamente ligado ao ato de presentear e demonstrar afeto.


Consumidores buscam kits prontos, embalagens especiais e personalização. Marcas que conseguem entregar conveniência e significado ao mesmo tempo saem na frente. Natura e Cacau Show são exemplos clássicos: transformaram seus produtos em presentes acessíveis e desejados, sustentados por campanhas emocionais que reforçam o simbolismo da data.


Já o Ano Novo é menos sobre presentes e mais sobre recomeço. Academias, restaurantes, turismo, moda e serviços de bem-estar ganham relevância, porque dialogam com a energia de “renovação de ciclo”. Campanhas que exploram mensagens de leveza, novos hábitos e conquistas pessoais encontram terreno fértil nessa fase.


ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA DEZEMBRO:

  • Explorar storytelling emocional em campanhas de Natal.

  • Oferecer kits personalizados e embalagens exclusivas.

  • Criar pacotes de serviços voltados para festas e Réveillon.

  • Ativar campanhas digitais com mensagens de renovação para Ano Novo.



Janeiro: férias e liquidações


Muitos empreendedores acreditam que janeiro é mês de “ressaca” — mas essa é uma visão limitada. Na prática, o mês é extremamente lucrativo para setores como turismo, moda praia, restaurantes, academias e lazer, movidos pelas férias escolares e pelo verão.


Além disso, o varejo físico e digital encontram em janeiro o momento ideal para realizar liquidações de estoque. Essas campanhas não devem ser tratadas apenas como saldões, mas como ferramentas estratégicas para fidelizar clientes conquistados em novembro e dezembro.


Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC, 2022) mostrou que clientes que retornam em liquidações têm 35% mais chance de voltar a comprar ao longo do ano. Isso significa que o desconto pode ser não só um meio de girar estoque, mas uma ponte para construir relacionamentos.


ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA JANEIRO:

  • Posicionar liquidações como oportunidades exclusivas de “começo de ano”.

  • Ativar pacotes de férias e lazer, explorando turismo local.

  • Oferecer benefícios extras (cupons, programas de fidelidade) junto às promoções.



O calendário como guia estratégico


As datas que mais vendem no final do ano não devem ser tratadas como eventos isolados, mas como uma sequência estratégica. Novembro abre o apetite do consumidor com urgência; dezembro envolve com emoção e celebração; janeiro sustenta o relacionamento com lazer, liquidações e fidelização.


Negócios que enxergam esse ciclo como um todo conseguem não apenas vender mais, mas também criar uma jornada contínua, em que cada data reforça a próxima. O calendário deixa de ser apenas uma contagem regressiva e passa a ser um mapa de crescimento real.



👉 Este é o terceiro conteúdo da nossa série especial de aquecimento para o lançamento do eBook “O Ano Pode Acabar. Suas Vendas, Nunca.”, que será lançado no dia 27/11.Na semana que vem, vamos fechar nossa série mostrando como criar um plano de ação em 7 dias para colocar tudo isso em prática antes do fim do ano.




Comentários


bottom of page